domingo, 26 de maio de 2019

Projeto Crianças Hackers

Quando ouvia falar em hackers, inevitavelmente, reportava-me a uma imagem negativa. Certamente pelos acontecimentos diários de ter conhecimento que sites de empresas, perfis de redes sociais costumam ser "hackeados". Por um outro lado, já li notícias de alguns anos atrás de hackers que, descobriram falhas graves no Facebook e foram recompensados por resolvê-los. Todavia, o termo ficava sempre confuso, ao que parecia, existia hackers do bem, então, a minha concepção sobre hackers do bem, estava atrelada a profissionais que fazem prestação de serviços para empresas, visão bem capitalista por sinal...Rsrs!
O meu processo de desconstrução do referido termo, teve início nesta disciplina, onde pude entender que existe a diferença entre hackers e crackers, e atualmente, começo a entender melhor toda uma conjuntura que perpassa pela ética hacker, através das discussões em aulas anteriores, e nos textos de Pretto (2010) (2017) que explicita de forma muito clara que a finalidade dos hackers é a produção e compartilhamento de conteúdos de forma livre e ilimitada, desenvolvendo novas funcionalidades ou adaptando criações antigas, inclusive produções inacabadas podem ser construídas por outras pessoas de forma colaborativa.
Então, ao me deparar com essa perspectiva muito interessante e diferente da concepção que tinha anteriormente, fiquei muito curiosa sobre a existência ou não de projetos de hackers voltadas para as comunidades periféricas, pois morei e ainda moro em bairro periférico e acho que seria muito importante o desenvolvimento de trabalhos como estes nessas localidades. Após realização de várias pesquisas, encontrei um projeto que me arrebatou de uma certa forma, o Crianças Hackers.


O site não informa claramente quando foi criado e se ainda está em funcionamento, pois as informações não estão atualizadas. Inclusive, o Prof. Nelson Pretto consta como um dos apoiadores, acredito que seja conhecido por estudantes e professores da Faced. 
Os principais objetivos do projeto Crianças Hackers são:

Promover encontros em que a curiosidade infantil seja a norteadora da aprendizagem do adulto e da criança;

Ampliar a visão das crianças em relação às tecnologias do cotidianos e tudo o que as rodeiam;

Favorecer o aprendizado colaborativo entre os participantes;

 Contribuir para disseminar a cultura do conhecimento livre. 




https://www.youtube.com/watch?v=A-nK1aGsR90

Achei uma excelente iniciativa dos idealizadores do projeto Cristiano Furtado (Engenharia da computação) e Karina Menezes (Pedagogia), em desenvolverem um projeto que ofereça as crianças a possibilidade de aprenderem a como construir ou reconstruir brinquedos, utilizando diversas tecnologias (digitais ou não) e promover socialização das crianças e adultos durante a realização das atividades. Adorei os brinquedos com as escovas dentes  e as bolas de soprar.Rsrs!
Agora imagina se as escolas públicas tivesse o suporte suficiente para desenvolver projetos nesse patamar, o quanto seria enriquecedor para os alunos? Enfim... mas voltando...
 É animador perceber que pessoas acreditam no potencial criativo das crianças, na sua relação com as tecnologias, de entenderem que são capazes de produzirem conhecimento, em tempos que adultos somente se dispõem a criticá-las quando a temática em questão é colocada.
Portanto, apesar de não ter apropriação sobre o tema, compreendo hoje de forma muito mais clara sobre a importância da cultura hacker, do quanto a difusão do conhecimento, a liberdade em produzí-lo, e a colaboração tem o potencial transformador em nossas vidas. Mais encantador ainda pra mim, poder estabelecer uma relação de proximidade com cultura hacker através do universo infantil.


Retirada do site: http://raulhc.cc/Projetos/CriancasHacker



Um comentário:

  1. Pois é, precisamos construir os princípios hackers nas crianças, justamente para poder fazer frente à lógica competitiva imposta pela sociedade capitalista. Como esta é a lógica que nos rodeia, é natural que ela se instaure nos pequenos se não oportunizarmos experiências que a coloquem em xeque, que tensione o instituído. Só assim teremos possibilidade de construir uma outra sociedade, mais humana.

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